sábado, 25 de abril de 2009

Não sei o que é o 25 de Abril

A Liberdade e a Igualdade como Monopólio

Não sei o que é o 25 de Abril. Procurei em livros, perguntei a professores, indaguei exegetas e as suas repercussões ao nível da psique nacional continuam a fazer pouco sentido na minha cabeça. No dia em que todos os defensores da liberdade usam um cravo na lapela, é fácil perceber que não há qualquer homem que se denomine de esquerda que não ostente esse maravilhoso exemplar da botânica. Bem o sei, eles não são amantes da biodiversidade, senão variavam um pouco na escolha da planta. O que a simbologia floral realmente representa é a eterna autoridade moral que a esquerda conseguiu construir neste país. Uma forma de dizer: “Eu sou pela liberdade. E tu que não usas o cravo não podes ser pessoa de confiança.”.

Não irei perorar sobre o facto de os revolucionários do 25 de Abril serem os homens do poder de hoje em dia, visto tal ser auto-evidente. Os iconoclastas do cravo não eram jovens pobres e sem educação no sentido técnico do termo, eram já senhores com estatuto suficiente para penetrarem nos meandros do poder governamental, e assim o fizeram. De igual forma, mostram-nos as medalhas que justificam a sua presença nas elites nacionais. Actualmente, não se coíbem de nos lembrar como eles são os responsáveis pela liberdade.

A liberdade? Não sei o que é o 25 de Abril.

O que o 25 de Abril veio trazer de realmente novo foi a reconstrução da propriedade do léxico português. A eterna luta ocidental entre os dois valores cristãos (liberdade e igualdade) de repente deixa de existir. O conceito de igualdade estava já tradicionalmente do lado da esquerda, que acusava a liberdade de acção de ser uma forma de opressão dos poderosos sobre os indefesos, o principal inimigo dos esquerdistas era (e ainda é) o liberalismo que coloca a ênfase na liberdade do indivíduo. Em 1974 eles ganharam o jackpot, ao ajudarem a derrubar um sistema ditatorial em nome da “liberdade”, apropriaram-se dos dois valores fundamentais do ocidente, criando uma escola de pensamento onde não há espaço para a dissidência. A esquerda tornou-se dona da igualdade e da liberdade. Não restou, então, outra solução para os discordantes com sede de poder senão alinharem pelo mesmo diapasão, de forma a não se sentirem excluídos do sistema democrático. Todos os partidos que aspirassem a votos populares teriam de conter conotações “sociais” no seu nome e o próprio PSD muda o seu nome para “Social Democrata”, gerando essa situação inusitada no contexto europeu de Portugal ter dois partidos com nomes que, segundo a tradição ideológica europeia, ocupam o mesmo espaço do espectro político: o centro esquerda.

O Partido Socialista e o Partido Social Democrata como partidos de poder no mesmo país? Não sei o que é o 25 de Abril.

As inegáveis virtudes da democracia chegariam a Portugal à medida que estas se espalharam pela Europa, pondo fim às nocivas ditaduras vigentes durante o século XX. Contudo, esta antecipação da esquerda veio mudar a direcção do percurso democrático que se percorreu desde então: em termos pessoais, já nasci em período liberdade política (se entendermos que o voto é a única forma de liberdade política), mas nunca vivi em período de considerável liberdade económica neste país. Ser um empresário honesto, com ideias a realizar, criando evolução e progresso através da iniciativa individual, continua a ser menos compensador do que o simples convite social ao emprego de carácter burocrático. Os guardiões das plantas vermelhas são também os guardiões da subtil forma de dominação do sistema burocrático.

A título de exemplo, sei que vivo num país onde os comunistas (e a esquerda em geral) se tornaram donos do epíteto da liberdade, onde a sua apropriação do termo não choca ninguém porque a história local os assiste. Sabendo-se que os regimes comunistas se baseiam na repressão da mais elementar liberdade do indivíduo, termino o texto da mesma forma que o comecei. Não sei o que é o 25 de Abril.



Subscrevo

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pedro Miguel Alves - Praia fluvial e a centralização da freguesia de Pessegueiro


















Pedro Miguel Alves, militante das Novas Gerações, contesta situação da Praia Fluvial de Pessegueiro, Concellho de Pampilhosa da Serra.



Pessegueiro – Falhas na segurança da praia fluvial e a centralização da freguesia.

Pessegueiro, aldeia perdida entre os montes que moldam o concelho de Pampilhosa da Serra, desconhecida para muitos por esse País fora, tem vindo de certo modo, a proporcionar aos seus visitantes momentos de grande lazer através da sua praia fluvial, obra que veio revolucionar esta aldeia. Digo esta aldeia e não esta freguesia, porque ao longo dos anos que tenho visitado a região, sendo filho de oriundos de Malhadas da Serra, apercebo-me até pelas gentes que desabafam pelas ruas das mais pequenas aldeias, que Pessegueiro é Pessegueiro e nada mais – A árvore nua, sem frutos, frutos que identifico como as 8 aldeias que compõe a freguesia.

Foi de facto na altura uma grande obra, não direi o contrário, mas que se abra a mente povo da freguesia de Pessegueiro, desta ilusão, e que se crie estética com ética !

Na última edição da revista Pro-Teste, da defesa do consumidor, tal foi a minha surpresa quando verifico a praia fluvial de Pessegueiro ter sido sujeita a análise em diversos níveis.

Salta a primeira vista uma imagem que a revista destaca no meio de tantas outras praias do País, ilustrando a bóia de apoio a salvamento fixada, e na sua legenda a seguinte frase: “ Pessegueiro, meios de salvamento escassos em muitos locais “. Em análise mais profunda, somente a água tem nota positiva, mas é naturalmente fruto da natureza que nesse aspecto sempre esta região foi exemplo. Quanto a limpeza, informação e segurança foram avaliadas negativamente. Aqui entra a ética, basta fazer e não conservar? Será desta forma que Pessegueiro irá atrair mais visitantes, quando a sua praia fluvial está catalogada negativamente em segurança, pois nem um posto de primeiros socorros tem, algo essencial segundo a DECO, e no bom senso do mais comum dos cidadãos. Parece que desta forma, nem tudo o que parece bonito é moderno…

Pessegueiro, no contexto da afirmação da sua freguesia, deve também descentralizar-se, renovar-se, com mais democratização ouvindo o seu povo fora de campanhas eleitorais, ao encontro das comissões de melhoramentos de cada Pêssego da sua árvore. Assim, se construirá uma freguesia como um todo, e se existe o deparar com a questão: O que vamos fazer nesta aldeia? Caríssimos, as estradas sempre foram muito bem alcatroadas, mas que se escute as gentes das aldeias, que ouçam os presidentes de comissão e liga de melhoramentos, pois com certeza haverá mais a fazer, do que essa cassete de acções protagonizada pelo alcatrão e a manilha…

A bem do povo da nossa freguesia !

Pedro Alves Martins.
PND – Partido da Nova Democracia.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Uma lição sobre Marxismo

Numa palestra em Los Angeles, em 1983, Yuri Bezmenov (a.k.a. Tomas Schuman), um ex-agente da KGB, explica em detalhe o esquema marxista de subversão e dominação de sociedades-alvo:







Alan Keyes - o preto que desmascara Obama

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Racismo dos "Bons"



Seria engraçado imaginar o que sucederia se Lula tivesse dito que a culpa da crise é dos judeus ou dos negros. Por certo não tardariam a aparecer manifestações "espontâneas" de repulsa por tais declarações. Mas como os culpados são brancos de olhos azuis, já nada é ofensivo e tudo é permitido.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Aquele Inverno

Em homenagem aos combatentes, e ao meu tio que nunca cheguei a conhecer...

Música: Aquele Inverno
Intérprete: Delfins

domingo, 22 de março de 2009

Estado de nebulosidade

Não me faças ir por esse caminho
Onde a maioria vai
Pensa de uma vez sozinho
O rei do nada não tarda nada cai.

Porque te fixas numa só massa
Quando tens uma cinzenta
Para combater a nebulosidade
Que torna esta terra lenta !

Como rogas a evolução
Modernidade, igualdade ?
Se nunca passas-te da K7 para o CD
Do MP3 mais tarde

Evitas hierarquia
Só para a tua superioridade
Neste estado de nebulosidade
O tempo parou aqui
Previsão - Estado de nebulosidade.

Estado de nebulosidade.

Poema de minha autoria.

segunda-feira, 9 de março de 2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Imigração faz falta?!



Na região de Lisboa, os estrangeiros representam 7% da população, mas cometem 40,5% dos homicídios. Resta saber quantos dos 59,5% de portugueses homicidas são na verdade "naturalizados".

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Das Caldas para o Caldas

Depois de mais um revigorante Congresso do CDS-PP nas Caldas da Rainha, impõe-se a questão: alguém trouxe uma loiça das Caldas como recordação?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Organização Monárquica Orgânica Tradicionalista e Anti-Parlamentar

A) Tendência Concentradora (Nacionalismo)
Poder pessoal do Rei: Chefe do Estado
.

1) Função governativa suprema:
— por ministros livremente escolhidos, especializados tecnicamente, responsáveis perante o Rei;
— por conselhos técnicos também especializados (parte dos membros de nomeação régia, parte representando os vários corpos, com função consultiva).

2) Função coordenadora, fiscalizadora e supletória das autarquias locais, regionais, profissionais e espirituais; nomeação dos governadores das Províncias e outros fiscais régios da descentralização.

3) Funções executivas, fazendo parte da função governativa suprema, que no entanto cumpre sublinhar como sendo a forma de acção mais característica e importante do ofício régio:
— defesa diplomática;
— defesa militar;
— gestão financeira geral;
— chefia do poder judicial; função moderadora.

B) Tendência Descentralizadora:

1) Aspecto Económico:
Empresa: regime e garantia da propriedade, vinculação (homestead), cadastro, subenfiteuse, sesmarias, propriedade colectiva, legislação social da empresa, etc.
Corporação: sindicatos operários, patronais e mistos, sua personalidade jurídica, fiscalização da empresa, fomento dos interesses comuns, arbitragem, etc.
Graus corporativos superiores: sistematização profissional, colégios técnicos, câmaras de trabalho, etc.
Nação Económica: Política económica do governo central (Rei, ministros, conselhos técnicos), função supletória de fomento (proteccionismo, tratados de comércio) — função de fiscalização e coordenação dos vários graus da hierarquia económica.

2) Aspecto familiar administrativo:
Família: Unidade (pátrio poder); Continuidade (indissolubilidade conjugal; vinculação, luta contra o absenteísmo; vinculação propriamente dita: morgadio, homestead).
Paróquia: representação de um conjunto de famílias pelos seus chefes.
Município: representação de um conjunto mais amplo de famílias pelos seus chefes e de quaisquer outros organismos sociais de importância.
Província: câmara por delegação municipal, sindical, escolar e com a assistência do governador da província, função governativa especializada na aristocracia (com carácter rural e regional).
Nação Administrativa: Órgão — a Assembleia Nacional, assistida do conselho técnico geral (permanente ou de convocação temporária). Representação — delegações provinciais, municipais, escolares, corporativas; delegação eclesiástica, militar, judicial, etc. Função — consulta sobre a aplicabilidade, na prática, das leis que os ministros e os respectivos conselhos técnicos elaboraram (aprovação de impostos, orçamento, etc.).

3) Aspecto Judicial:
Essencialmente organizado sobre estas bases:
Julgado municipal (tribunal singular).
Tribunal provincial (colectivo).
Supremo Tribunal de Justiça (colectivo).
Conselho Superior da Magistratura.

4) Aspecto espiritual:
Arte: Desenvolvimento artístico, subsídios pelo município, província e governo central, restituição às províncias das obras de arte que lhes pertencem.
— indústrias artísticas locais.
— museus regionais e defesa do património artístico da província.
— museus nacionais e defesa do património artístico da nação.
Ciência: Desenvolvimento da instrução e prestação de subsídios e auxílio material pelo município, província e governo central, a par da autonomia de alguns órgãos de instrução.
— Instrução primária no município.
— Instrução secundária na província.
— Universidade autónoma (Coimbra).
— Escolas e Universidades livres.
— Escolas industriais, regionais.
Religião: Liberdade e privilégios da religião tradicional Católica, Apostólica, Romana.
— protecção a esta religião e prestação de auxílio material em regime concordatário.
— liberdade de congregação.
— liberdade de ensino.
Nação espiritual: a alta representação destas três formas do aspecto espiritual nos conselhos de El-Rei e na Assembleia Nacional.


Fonte: Demokratia

domingo, 28 de dezembro de 2008

Não te resignes!

"Sonho de Marx renasce"

Por Janer Cristaldo, Mídia Sem Máscara, 08.08.2005


O que afundará a Europa será a lei do baixo ventre, a natalidade como arma.

No século XIX, um fantasma rondava a Europa. Era um fantasma etéreo, teórico e vago, e de início só denotava o ódio de um alemão ao conceito de Europa. Ocorre que o fantasma, brandindo o cetro das utopias, catalizou os ressentidos do mundo todo e tomou corpo, dominando um terço do planeta. Como geralmente ocorre com fantasmas, está sumindo do imaginário das gentes. Não sem antes fazer cem milhões de mortos. Fantasmas, ainda que feitos de pura névoa, podem ser letais.

Milhões de fantasmas rondam a Europa do século XXI. Não são mais aqueles fantasmas antigos, ectoplasmáticos, sem consistência física. Mas fantasmas de carne e osso, mais osso do que carne. Estão cercando o velho continente por todos os lados, não se importam em morrer na tentativa de aportar em suas praias, e se multiplicam como cogumelos após a chuva. São os pobres diabos da África, Índia, China, América Latina, massacrados pela fome, pela miséria, salários infames, por guerras tribais, genocídios e ditaduras, impelidos pelo humano desejo de encontrar um lugar ao sol. São seres diferenciados de seus compariotas. Têm a coragem de largar tudo, família, filhos, eventuais posses e arriscam a vida em barcaças caindo aos pedaços, containeres sem ventilação, tentando atravessar rios, mares e desertos.

Não poucos morrem. Entre os que não morrem, boa parte vai para cárceres temporários para depois serem deportados. Uma minoria privilegiada encontra alguma fórmula de permanecer no país desejado e depois de muitas peripécias, encontram – ou não encontram – seu lugar ao sol.

Por muitas décadas, foi conveniente aos europeus receber estes “deserdados da terra”, para usarmos uma expressão tão cara às esquerdas. Todas as nações exigem milhares de trabalhadores braçais, e quem pode dar-se ao luxo de um trabalho intelectual é que não vai aceitar o braçal. Países como Suécia, Inglaterra, Alemanha, França estimularam efusivamente a vinda de mão-de-obra do Terceiro Mundo. Era barata e não muito exigente. Os migrantes buscavam uma só coisa: trabalho. Uma relação simbiótica se estabelecia então entre o Ocidente desenvolvido e o Terceiro Mundo faminto. Os ocidentais pagavam barato pela execução de trabalhos que lhes repugnava executar e os famintos recebiam salários de sonho, se comparados aos vinténs – ou aos nenhuns vinténs – que recebiam em seus países de origem. E os governos ocidentais cuidavam de controlar o fluxo migratório, para não provocar desequilíbrio no mercado de trabalho.

Assim foi, pelo menos até meados do século passado. Ao mesmo tempo em que a miséria decorrente do descontrole da natalidade se expandia no Terceiro Mundo, notícias das maravilhas do Ocidente inundavam o universo dos famintos. Não víamos, nos anos 60 ou 70, manchetes sobre migrantes morrendo em pateras no Estreito de Gibraltar nem naufragando em barcaças caindo aos pedaços no Mediterrâneo, nem morrendo sufocados em furgões tentando entrar na Europa. Hoje, é manchete quase todo mês. Uma imprensa que foi dominada pelos marxistas o século todo, criou uma singular mentalidade, a de que todos os “damnés de la terre” – como disse Frantz Fanon – têm direito à Europa ou aos Estados Unidos. E que europeus e americanos têm o sagrado dever de dar casa, roupa, comida, salário, educação, saúde e bom futuro a essa multidão de infelizes, cujos governos, em geral corruptos e ditatoriais, se negam a dar. Curioso observar que, para o mundo socialista – que se jactava de ser solidário com todos os povos do mundo – para lá ninguém queria migrar.

Criou-se então um novo tipo de migrante. Se o migrante dos anos 60 ou 70 vinha em busca de trabalho, o atual migrante chega exigindo seus direitos. Mais ainda: exige o direito de ficar no país escolhido sem cumprir as mínimas exigências legais para nele ficar. Surgiu um novo tipo de personagem na imprensa internacional, os sem-papéis. Ignorando os sistemas jurídicos dos países em que aportam, insistem em neles permanecer, ao arrepio das leis locais. Curiosamente, estas legiões de pessoas em situação ilegal, logo encontraram grupos de apoio nos países que invadem. São em geral católicos e viúvas do marxismo, abrigados sob a nobre designação de defensores dos Direitos Humanos. Defendem abertamente a ilegalidade e posam como humanistas ao defendê-la. Este desvairio teve sua expressão máxima no último Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre (Brasil), quando um de seus organizadores, Luiz Bassegio – ligado à Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) – pregou a migração livre no mundo todo.

Para Bassegio, as pessoas de todo o mundo poderiam migrar para onde quisessem e ter os mesmos direitos. “O neoliberalismo exige dos pobres a retirada de qualquer tipo de empecilho para o livre fluxo de capitais. Mas impõe barreiras terríveis para a migração de pessoas”. O neo-utópico esqueceu que capitais não precisam ser alimentados, vestidos, tratados medicamente, dispensam residência e não ocupam território. Os capitais, quando se reproduzem, só trazem benefícios aos países por onde passam.

O que está longe de ser o caso dos migrantes que, conscientes de que o baixo ventre é uma poderosa arma de fixação de território, se reproduzem como coelhos. Com taxas de natalidade próximas de um filho por casal, a população autóctone de cada país europeu reduz-se à metade a cada geração. Os muçulmanos sabem disso e cada árabe que reproduz de cinco a dez filhos é uma poderosa quinta-coluna infiltrada em solo europeu. Se a adaga, a alfanje e a lança se revelaram impotentes para conquistar a Europa em séculos passados, o ventre e a defesa das diversidades culturais estão se revelando armas imbatíveis para a reconquista do continente.

Além do mais, os capitais não trazem nas costas crendices religiosas obsoletas que, em nome do tal de respeito às diferenças culturais, entram em conflito direto com as legislações locais. Aceita pelas nações a proposta de Basssegio, a África toda se mudaria, do dia para a noite, para a Europa. Isso sem falar das populações mais pobres da Índia, China, Leste europeu e mesmo América Latina. A Europa toda, que ainda tenta controlar a imigração, está lutando hoje contra costumes bárbaros que os africanos, negros ou árabes, portam em suas mochilas: o crime de honra, a infibulação e ablação do clitóris, o rosto escondido por véus, a submissão da mulher ao macho. Imagine o leitor o nível de barbárie a que retornaria a Europa, se cada imigrante nela pudesse ingressar, sem passaporte nem visto de entrada, e com suas práticas criminosas a tiracolo.

Esta idéia de uma tolerância universal inclusive a práticas tidas como criminosas pelos sistemas de direito de cada país nada tem de novo. No século XVI, chamava-se irenismo, definido então como uma atitude pacificadora entre os cristãos de diversas confissões. No século XVII, Leibniz foi um de seus grandes defensores. Mas se a Europa, que nasce sob o signo da cruz, conseguiu entender-se e unir-se, qualquer entendimento é inviável com os sistemas teocráticos erigidos sob o signo do crescente.

A Europa está assediada por migrantes de todos azimutes. Mas a ameaça maior são as legiões árabes. Cidadãos oriundos de sociedades teocráticas, não conseguem conceber uma sociedade regida senão por preceitos divinos. Bons fiéis de Alá, não aceitam deixar o entulho islâmico em casa e querem impô-lo ao novo lar. Trazem nas costas práticas que as leis locais proíbe? As leis dos infiéis não importam. Só importa o Islã.

Com os recentes atentados em Londres e ameaças a Roma e demais capitais européias, criou-se uma nova mentalidade: a Europa será destruída pelo terror. Ora, terror mata, provoca barulho e sofrimentos, cria um clima de medo, mas terror não consegue destruir um Estado organizado. Bin Laden fez desmoronar duas torres em Nova York. E daí? Os Estados Unidos continuam existindo, os novaiorquinos retomaram seu trem de vida. Quanto a bin Laden, provavelmente já está morto. Mas não interesse de ninguém, nem dos americanos, nem dos árabes, em anunciar sua morte. Seu fantasma rende mais para ambos os lados que sua morte.

O que afundará a Europa será a lei do baixo ventre, a natalidade como arma. Se Marx um dia sonhou com uma Europa socialista, este morreu. O que está para realizar-se é o sonho manifesto no ódio de Marx à Europa, na primeira frase do Manifesto, a destruição de uma cultura.

Você ainda não conhece a Europa? Vá antes que seja tarde.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

sábado, 6 de dezembro de 2008

"Memórias de Freitas do Amaral"

Por Mário Casa Nova Martins, A Voz Portalegrense, 04.12.2008

Quando terminámos a leitura do segundo volume das “memórias” de Diogo Freitas do Amaral, ficámos com pena do autor.
É que o esforço para provar a sua verticalidade ideológica leva-o a cometer todo um excesso de piruetas para mesmo assim dizer que ora é “centrista”, ora de “centro-esquerda”. Mas nunca de direita.
Já era conhecida a re-construção da sua vida política. Apoiado por Américo Thomaz, depois por Marcello Caetano, que o considerava seu discípulo, ambos traiu. “Recuperado” pelo regime saído da Revolução dos Cravos, é convidado a fundar um partido de direita, uma direita aceite pelos “revolucionários”. Acede, mas gera uma entidade política híbrida, que não era nem de esquerda, nem de direita. Aí a sua sanidade ideológica começa a dar sinais de insanidade política.
Fica-se da leitura do livro que Freitas do Amaral nunca compreendeu o seu papel em todo o processo político em que foi figura pública e que retrata neste volume, de 1976 a 1982. A sua dependência estratégica de Adelino Amaro da Costa era total. De uma enorme fragilidade emocional, Freitas do Amaral foi-se deixando manipular primeiro por Amaro da Costa e depois por Francisco Sá Carneiro.
Que não se diga que Freitas do Amaral é um político volúvel. Mas é sem dúvida um político frágil, inseguro. Medíocre. É comparável a Marcello Caetano, um Académico de alto valor, mas que foi um político fraco. Assim é Freitas do Amaral, uma “cópia” de Caetano.
Muitos exemplos se colhem da leitura do livro, acerca da incompetência política de Freitas do Amaral. Ele nunca conseguiu perceber que o CDS ao coligar-se com o PS, este tinha que “virar à esquerda”. Deixou-se enredar na tese de acidente em Camarate, com as consequências que tal facto trouxe para a não resolução do crime e punição dos responsáveis. Nos delicados momentos de decisão, nunca tomou a decisão que era a certa. A partir da morte de Amaro da Costa é visível o desnorte das suas intervenções, decisões e actos políticos. O fascínio por Sá Carneiro iria conduzir à dissolução do CDS no PPD/PSD, mas tal era também um desígnio de Amaro das Costa, “apresentado” como católico progressista e do centro-esquerda, e a bête noire da ala direitista do CDS. Mas ataca, com justiça e verdade…, Maria de Lurdes Pintasilgo, esquecendo que Amaro da Costa “comungava” muito das ideias de Pintasilgo em relação à Igreja Católica…
Freitas do Amaral considera como a sua “obra-prima” a “sua” Lei de Defesa Nacional. Sobre ela disserta abundantemente, e sente o maior consolo pelo facto de ainda hoje ela estar em vigor com um mínimo de alterações.
Mas o seu anticomunismo é visceral. Mas não é bem um anticomunismo real, porque depois irá ter no seu percurso pessoal e político as melhores relações com a extrema-esquerda do Bloco de Esquerda, e não só. É o PCP o seu maior “medo”, quiçá reminiscência de uma juventude e maioridade dentro do Estado Novo, ele sim doutrinalmente anticomunista, e onde via o PCP como o seu principal inimigo interno e o comunismo como o externo.
Em todo este período de 1976 a 1982, Mário Soares é reverenciado, quanto a António Ramalho Eanes fica-se pela “metade”, e Francisco Pinto Balsemão é zurzido. Sente-se magoado com o CDS, que não lhe pediu para não deixar a liderança. É contínua a crítica aos direitistas do partido que ajudou a fundar. De facto, já era um homem “só”. A sua estratégia fez com que perdesse amigos, como por mais de uma vez o afirma, mas também perdeu o partido.
O envio da sua fotografia para a sede do PS por parte da gente de Paulo Portas, um acto indigno!, que em futuro volume certamente Freitas do Amaral falará, significa a sua solidão política. O sucesso que foi a sua candidatura à Presidência da Republica, outro facto que no futuro trará à memória, diluiu-se com os erros políticos que veio a cometer.
Freitas do Amaral é hoje um político que não conquistou o respeito quer da direita, quer da esquerda. Se o tem do tal centro de que tanto fala, gosta e reivindica, talvez. Mas o centro em política é um lugar imaginário, logo, que viva a imaginação de Diogo Freitas do Amaral!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Restauração



Com a devida vénia ao Terras do Carmo.

"1º de Dezembro"

Por Harms, A Cidade do Sossego, 30.11.2008

É amanhã. Hoje, a data diz pouco a muita gente e há bastantes imbecis que, apenas preocupados com o que podem gastar no centro comercial, dizem que bom era sermos espanhóis. A esses, mandou-os gentilmente para um certo local, que não vale a pena referir aqui.
O 1ºde Dezembro deve servir de referência para todos os nacionalistas, também enquanto motivo de reflexão sobre o agir, sobre o combate político. Quem fez a Restauração? Senhores que podiam ter ficado sentados, que tinham para eles, que podiam perfeitamente ter ficado quietinhos e descansados em vez de irem arranjar problemas. Exactamente o que se passa hoje. Muitos nacionalistas são-no intimamente, mas não o manifestam. Por medo de consequências a nível pessoal, profissional, por comodismo, por desânimo. As probabilidades de sucesso são poucas? Certamente, mas as dos Restauradores também não eram muitas, tal como em outras ocasiões se pôde constatar relativamente aos vencedores de certas causas dadas como perdidas. O 1ºde Dezembro serve também para isso, para nos recordar que não existem essas causas. Agora, para que tal seja possível, é necessário que cada um de nós se mexa, faça qualquer coisa. Por pouco que pareça ser, ainda que não faça fruto imediato, faz efeito, como diria o Padre António Vieira. Obviamente, tal implica esforço, paciência e disciplina. Implica que não se desista ao primeiro revés, implica que o desâmino possa ser superado. Não são necessários jovenzinhos entusiasmados por uma suástica e que seis meses depois(se tanto), já andam a ouvir hip hop. Não são necessários adultos cheios de pruridos e que bem avisam contra as tentações e infiltrações. Não são necessários ranhosos maledicentes que querem estar de bem com Deus e com o Diabo. Se os quarenta conjurados e os que vieram depois se entretivessem a dizer mal uns dos outros após darem palmadinhas nas costas, a fundar cada um sua organização, a criticar aquele por usar uma pluma a mais no chapéu, o outro por ler muito em francês, e o terceiro por saber falar espanhol, não estaríamos a celebrar esta data.
O nacionalismo, hoje, não precisa de divisionistas. Não precisa de maluquinhos ou pseudo-génios que se acham muito capazes, mas que não conhecem a virtude da humildade, não precisa de egos descomunais. Estamos aqui para servir e não para sermos servidos. E quem achar que a união é impossível demonstra uma descrença nociva aos interesses reais do país. Houve desavenças ontem? Não se podem deixar para trás? Pelo menos por algum tempo? É que, enquanto discutimos qual a maneira de salvar o barco, ele afunda-se. Enquanto eu me recuso a colaborar com o vizinho do lado por ele ser nazi e eu integralista, subiram ao barco mais alguns que não nos são nada e querem tomar conta dele para eles. E, depois, quando isso acontecer, lá iremos nós borda fora. E mesmo depois de estarmos na água continuaremos a discutir se há ou não um nacionalismo português ou se devemos ou não receber influências de fora. Os crocodilos que girarão à nossa volta é que não vão estar muito preocupados com isso.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"A grande mentira"

Por Mário Casa Nova Martins, A Voz Portalegrense, 25.11.2008

Ao contrário do que afirma publicamente, e em política assim tem que ser, Paulo Sacadura Cabral Portas sabe que o próximo ano de 2009 não vai ser fácil para ele e para o CDS, em termos de subsistência político-partidária. O ciclo eleitoral que se aproxima vai ditar o futuro político de Paulo Portas e do CDS.
Sinal de que o Partido vai ter um mau resultado a nível nacional, é perceber a estratégia de Luís Nobre Guedes. Só quem não conhece os bastidores do CDS é que não compreende o que se passa no Largo do Caldas, que, em hora de exaltação partidária, passou a denominar-se Largo Adelino Amaro da Costa.
Quem conhece as "personagens" e acompanha o "enredo", percebe o "filme". Quem é leigo na "matéria", "acredita" que Nobre Guedes está de facto em oposição a Portas. Mas não é bem assim. O que realmente se passa é que Paulo Portas e Luís Nobre Guedes preparam cuidadosamente "o dia seguinte"!
Presentemente o CDS não é um Partido de Causas, mas sim de interesses. Nobre Guedes é a face visível dos principais interesses, económicos e não só, que dão corpo ao que hoje é a agremiação política do Largo do Caldas. E a gente que dirige o CDS não pode sair da liderança, depois da hecatombe eleitoral que se avizinha.
Desta forma, Nobre Guedes prepara-se para substituir Paulo Portas, um facto político que não tem nada de novo. Antes deveria ter sido Telmo Correia e não José Ribeiro e Castro a substituir Portas, um "acidente de percurso" que a seu tempo foi "resolvido"! A "história" repete-se em 2009.
E tudo volta ao mesmo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Pelo tão proclamado "dever de memória"

I) As Ocupações Selvagens





II) O Ensino e a Cultura



III) As Questões Fracturantes


IV) Os Partidos de Esquerda





V) O Governo e a 'Fumaça'



VI) A 'Tropa Fandanga'




VII) A Mentira sobre o Ultramar


VIII) O 25 de Novembro

sábado, 15 de novembro de 2008

"Maurras, homem de Deus"

Por Jaime Nogueira Pinto, Política, 01.04.1971

A Paixão é em seus quadros e personagens narrativa admirável dos homens de todos os tempos, paradigma da história do mundo, espelho de acções e silêncios, raiz a meditar e construir, estação perene onde cabemos nós e quase tudo.
As linhas cruzadas de Deus e de César, o passamento dos triunfos terrenos (Cristo vitoriado em Domingo de Ramos e escarnecido na Quinta feira) a inveja dos Doutores, as interrogações de Pilatos, o medo de Pedro, a fidelidade de João, o Amor de Maria, os eleitos de acaso (Verónica, o Cireneu, os Ladrões) todos escolhendo e cumprindo o seu papel na Economia da Salvação. Cumprindo um papel, um destino. Destino ingrato, estranho e trágico, terrivelmente necessário para que tudo fosse como estava escrito, o desse personagem chave e maldito que é Judas Iscariotes.
Bem e Mal, Luz e Trevas, Verdade e Erro. A linguagem é feita destas proposições que guardam um sabor maniqueu. A Vida também, sem prejuízo do perigo das simplificações fáceis. E nos homens, em todos e em cada um, em crispação e dúvida perante os extremos, actores e pomos da questão, situa se sobretudo a guerra dos reinos de Cima e de Baixo. Vitórias e derrotas marcadas nos sulcos das existências nas obras legadas, nas árvores, nos Livros, nos filhos, embora a bondade dos frutos dependa tanto da semente como da ordem do terreno.
E assim há homens de Deus e homens que O esqueceram, há propagadores e inimigos da Graça; há campos, exércitos, batalhas, algum sangue, muito choro, muita esperança. Such is life, isn't it...
Contraponto. Ponto contra ponto. Onde estão os Homens de Deus? Como conhecê-los, encontrá-los, segui-los, dar seu testemunho; quais as marcas, os símbolos, os estigmas, as bandeiras, as espirais de fogo, as roupas dos eleitos? É muito importante descobri los. E não será fácil. Homens de Deus. Debruço me sobre os contemporâneos, a escutar as linhas traçadas nas sombras que ficaram, os passos na areia, os padrões de tanta via sacra esquecida ou ignorada. Homens de Deus, fortes e fiéis, caminheiros incansáveis em busca do Reino, numa devoção comovida e lúcida ao ideal de cumprir e dar a Palavra.
Homens de Deus. Iguais a nós, do mesmo barro e do mesmo sangue, mas tão grandes também. Penso num Papini, a «ira sagrada» a destroçar os círculos do vício; como tanto Bernanos; como, mais longe, o velho e humilde Édouard Drumont, exorcista da usura (como Ezra Pound, maldito e poeta); em Antoine de Saint Éxupéry, que percorreu os caminhos do céu e nos deixou Cidadela; no Chesterton, aquele rosto de professor de província, uma Fé que não precisava de gritar, antes sabia rir. E tantos, que deram testemunho pela escrita.
Depois, Homens de Deus nas sendas do Poder, em risco perpétuo, dados de alma e corpo às coisas grandes, contas só ao Juiz supremo. Alguns passaram bem perto de nós.
Homens de Deus, numa aventura no século, dando tantas vezes, mesmo sem intenção, a medida maior da Luz, que vem aos servos do Reino. Estou agora a lembrar me dum desses, de Maurras, agnóstico, racionalista, implacável tantas vezes, mas também e acima de tudo Homem de Deus, porque Homem de Esperança. Vem ao Mundo num dia 20 de Abril, aniversário da fundação de Roma, a Providência a entregar ao signo da Loba úbere do Lácio o homem, marcado pelos estigmas do génio e da perseverança, no rosto patrício a vocação imperial temperada pela serenidade de Atenas.
Homem de Deus, sinal de contradição, Destino. É vê lo desde as primeiras horas da juventude na rude batalha contra si mesmo, contra o anarquismo intelectual que é estação quase obrigatória nos homens de raça, momento de crise a transpor e resolver, a gerar depois a fidelidade aos Valores supremos ou à sua busca que há de seguir até ao fim, até aos últimos dias, nem vencido nem convencido, pelas pedras do chão e pelos ferros dos homens, trajectória exemplar de amor do Bem.
No intróito de «Maurras et notre temps», preito e memorial de Henri Massis àquele que foi seu Mestre e Amigo há uma passagem que revela o significado essencial da vida de Maurras:
«Foi nos humildes começos da Action Française, quando ela não passava da «petite revue grise», cujas provas Maurras e os seus reviam nas mesas do Café de Flore. Uns seis ou sete em ardentes discussões, com vista a um acordo – um acordo sobre os meios de salvação da França – e que se exercitavam a pensar e reagir em comum para reagirem da mesma forma. Entre eles havia um tal Octave Tauxier – cujos prometedores bosquejos tinham impressionado Lemaître e Bourget. Era um jovem que pensava com firmeza, e segundo testemunho do próprio Maurras, foi um dos primeiros da sua geração a pressentir e prever que o prestígio da atracção e da novidade iam passar da esquerda para a direita. Um mal implacável arrancou-o prematuramente aos seus amigos. Quando vieram dizer a Maurras «Tauxier morreu» este teve esta exclamação espantosa que, muitos anos depois, Bainville me relatou – «Não se morre» – retorquiu Maurras, com a voz surda, a cerrar os punhos, nos olhos uma nuvem de dor e de raiva. Não, não se morre, quando se tem uma obra a cumprir, quando há bens a salvar, males a destruir, um combate a que se consagrar, trabalho para mais de meio século.»
«Não se morre»... A revolta, a recusa perante o irremediável, é, na evidência do paradoxo, espelho duma vida ao serviço da Vida, guerra sem tréguas a todos os derrotismos, a todas as negações, a todos os abandonos, linha ascensional onde correm lampejos de epopeia, onde circula a seiva da grandeza, onde não se vislumbra mancha de comodismo ou concessão.
«Não se morre»... E entretanto há os amigos e companheiros que tombaram por palavras de vida, os muitos que ficaram na berma ou no meio da estrada: Marius Plateau abatido nos escritórios da Action Française, os caídos no 6 de Fevereiro, os assassinados na Libertação.
«Não se morre...» mas morria se pela França em Verdun e no Marne, mesmo na drôle de guerre; depois, pela França e qualquer coisa mais, diante de Moscovo...
«Não se morre...» – e há cadáveres, sepultos ou esquecidos, há gerações e juventudes perdidas e reencontradas em manhãs e crepúsculos de carnificina; e o mais cru, o mais terrível, há os mortos, os sobreviventes, os que renegaram, os que traíram.
Mas na verdade, «não se morre». A imagem de Maurras ao ter notícia do fim de Tauxier, não é um mero episódio, um grito de retórica. – Depois das escaramuças do affaire Dreyfus, da «petite revue grise», a Action Française quotidiana sai a lume, e as polémicas, os ataques, os recontros sem tréguas tornam-se permanentes. As suas palavras de ordem são um apelo à França real, à pátria de Joana d`Arc e Luís XIV, um apelo e uma chamada à salvação contra o país legal, a III República do parlamentarismo, conservantista, radical –.
Para Maurras são as noites brancas, em tipografias de redacção, é uma existência de renúncia de quem se deu todo às suas ideias e aos seus fins; são as dores e sacrifícios que importa um combate político constante, as esperanças e as desilusões, os capitólios e as rochas tarpeias, os escolhos, as opções, as responsabilidades sem contas afinal a cair sobre ele que era mestre e guia de todos.
A Grande Guerra, as campanhas contra o derrotismo e a traição. Maurras e Daudet na brecha, «professores de energia». Os anos vinte, tumultuosos, que vão trazer a questão com Roma e luto e provações sem nome: o non possumus nos limites do risco, a alma mais que o corpo numa entrega completa aos ideais, esteios de fidelidade e amargura numa era de trevas –. Depois o 6 de Fevereiro de 1934, a Frente Popular. Maurras é ferido. A Guerra de Espanha vem acender as cores do Fogo e do Sangue, revelar as bandeiras por que os homens vão morrendo na Europa, as cinzas, prelúdio das futuras, e a iluminação, a caírem como fundo de mau presságio, sobre os já curtos dias de Paz.
A guerra, a débacle, o armistício, Vichy, as esperanças no Marechal, no «État Français», encontram Maurras sempre na primeira linha. Como o processo iníquo que lhe movem os seus inimigos, a vingança de Dreyfus, as acusações mentirosas, acham o velho leão inquebrantável acusador dos seus juizes, monolítico, invencível, admirável.
A prisão, o aproximar da morte, numa linha de luz. «Não se morre» –. Há esperança, muita, no limiar da morte.
Nestes tempos em que a Decadência nos ameaça, quando as internacionais da Plutocracia e do Proletariado põem em perigo as Pátrias e o Ocidente, quando a Civilização Cristã é lugar comum na boca de gente que nada tem de civilizado ou de cristão, nestes dias tão tormentosos, tão decisivos, onde tememos por uma concepção de vida e pela própria vida civilizada à superfície da terra, quando o cepticismo e resignação diante do curso da História envenenam até os melhores, numa idade de catacumbas, a lição de Maurras, nas suas ideias e nos seus livros, confirmada por uma nobre coerência que não conheceu receio ou hesitação, deve ser para nós pedra e penhor de esperança – «Ceux qui disent que ce qui est mort est mort ne sont pas sûrs de l'affaire. Il semble bien que ce qui est mort ne meurt pas de mort naturelle et qu`il y eut toujours quelque recoin obscur résérvé a l`espoir»...
Assim foi, viveu e morreu Charles Maurras. Grande entre os grandes, o culto da razão, a inflexibilidade dos juízos, a permanência nos valores, não impedem que, mesmo que afastado e até tantas vezes alheio às trajectórias ortodoxas, não seja acima de tudo, com verdade e fé, um Homem de Vontade e de Esperança, dos que querem e acreditam que a Vida há de continuar, dos que permanecem.
Um Homem Fiel. Um Homem de Deus.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Um patife notável"

Por Olavo de Carvalho, Jornal do Brasil, 16.10.2008

Como John McCain andasse falando da ligação entre Barack Obama e o terrorista William Ayers, foi imediatamente acusado pela grande mídia de instigar ódio ao candidato democrata e até de expor o pobrezinho a risco de assassinato.

Mas o verdadeiro pecado de McCain é o de ater-se a esse episódio menor e omitir os pontos altos da carreira de um dos patifes mais notáveis de todos os tempos:

1. Os estudos de Obama em Harvard foram pagos por Khalid al-Mansur, agitador racista que prometeu aos brancos americanos “o maior banho de sangue de toda a História” e é representante nos EUA do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, que celebrou o 11 de setembro como castigo divino (
www.newsmax.com/timmerman/obama_harvard_/2008/09/23/133199.html).

2. Obama, embora o negue com veemência, foi comprovadamente instrutor de ativistas na Association of Community Organizations for Reform Now (Acorn). A principal atividade da Acorn era intimidar bancos para forçá-los a dar empréstimos a seus militantes, em geral insolventes, plantando assim as sementes da crise bancária que eclodiu semanas atrás. A Acorn retribuiu os serviços prestados, distribuindo milhares de títulos de eleitor falsos para fortalecer a votação de Obama (v. www.clevelandleader.com/node/7203, www.lvrj.com/news/30613864.html e
http://news.yahoo.com/s/ap/20081009/ap_on_el_ge/voter_fraud).

3. Várias vezes a presidência da República pediu ao Congresso uma lei que parasse a farra dos empréstimos na empresa Fannie Mae. Obama foi contra e já recebeu mais de cem mil dólares de contribuições de Fannie Mae, cujo executivo Franklin Raines, demitido por desvio de verbas, é hoje seu assessor econômico (v.
http://nmorton.wordpress.com/2008/09/16/barack-obama-fannie-mae-lobbyists-second-favorite-senator). O deputado obamista Harry Reid diz que mencionar esses fatos é racismo.

4. Entre 2006 e 2007, Obama fez campanha, nos EUA e no Quênia, em favor do candidato presidencial queniano Raila Odinga, e continuou a apoiá-lo mesmo depois que Odinga, derrotado, mandou matar mil de seus adversários e queimar oitocentas igrejas cristãs, pelo menos uma com gente dentro. A sangueira só estancou depois que um acordo nomeou Odinga primeiro-ministro. O repórter do WorldNetDaily, Jerome Corsi, enviado ao Quênia para estudar o episódio, foi preso pela polícia local e forçado a voltar aos EUA (v.
www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=77877). Qualquer semelhança com operação-abafa é mera coincidência.

5. A campanha obamista já recebeu mais de três milhões de dólares em contribuições ilegais do exterior (v.
http://apnews.myway.com/article/20081008/D93M0K5G0.html). Enquanto McCain publica meticulosamente todas as quantias recebidas, seu adversário não publica nada, nem uma linha.

6. Mas a maior fraude de Obama talvez seja a sua candidatura mesma, que já recolheu 450 milhões de dólares em contribuições, um recorde histórico. Intimado pelo advogado Philip Berg a mostrar o original da sua certidão de nascimento para provar que é cidadão nativo dos EUA (condição sine qua non para poder candidatar-se à presidência), Obama, por duas vezes, preferiu esquivar-se mediante complexos artifícios jurídicos, confirmando indiretamente a suspeita de que não tem mesmo o documento. Para piorar as coisas, o candidato também se omite de mostrar seus registros médicos e seu histórico escolar, enquanto McCain fornece na hora todos os documentos solicitados. Berg, que tem 31 anos de militância democrata e já foi procurador do Estado da Pensilvânia, assegura que a cópia eletrônica da certidão de Obama, reproduzida no site oficial da campanha, é falsa (e aliás parece mesmo). A avó do candidato assegura que ele não nasceu no Havaí como diz, e sim no Quênia, onde ela mora. Vejam tudo na página de Berg,
www.obamacrimes.com: 25 milhões de pessoas já viram, e mais dia menos dia o escândalo, trabalhosamente abafado até agora, vai estourar.

Vocês não leram nada disso na Folha, no Estadão e no Globo? Eu também não.

A credibilidade do PND

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Diz que é uma espécie de 'cabala'



Por certo já teriam rolado muitas cabeças, caso estas escutas telefónicas, no âmbito do processo Casa Pia, tivessem ocorrido num país com um sistema judicial mais "justo" do que o português. Mas infelizmente, cá, ao contrário de Roma, ainda se continua a pagar a traidores. Até quando? Espera-se também uma indemnização aos nacionalistas portugueses presos por delito de opinião!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Ultramar é nosso !

Para alguns, preconceito para admitir, para outros ignorância proveniente de uma interiorização de mitos, por parte de vermes esquerdinos.
E já agora, para alguns que tenham interesse em conhecer melhor a nossa história e perceber o nosso espírito patriótico.

sábado, 27 de setembro de 2008

Engenharia Sócretina



Com a devida vénia ao Demokratia.